Resenha: Um corpo na biblioteca (Agatha Christie)

10/21/2020

📖🔪"Estou totalmente esgotada de ser feita de idiota por Agatha Christie", Granzotti, Driele, setembro de 2020. Foi exatamente assim que me senti lendo "Um corpo na biblioteca", mais um mistério que seria desvendado pela nossa queridíssima Miss Marple. Mas antes e contar minha indignação por aqui, vamos a história:

Às 7 da manhã, os Bantry acordam e encontram o corpo de uma jovem em sua biblioteca, sem fazer ideia de como chegou ali. Chocada com os acontecimentos, a Mrs. Bantry chama sua amiga, Miss Marple, a detetive amadora mais famosa da pequena St. Mary Mead, para descobrir a identidade da garota e do assassino. Quando outro corpo surge em uma pedreira, cabe a Miss Marple desvendar a conexão entre eles e solucionar o caso.

Essa é mais uma resenha de um leitura do clube do livro que estou participando, o famigerado Clube da Rainha da Bel Rodrigues :) e eu fiquei bem empolgada com essa leitura, porque primeiro, eu já tinha o livro, e segundo, qualquer história envolvendo a Miss Marple me animava. Fui feita de trouxa durante a narrativa? Claro. Mas essa é a graça da coisa, você não é mais esperta que nossa rainha do crime

Dito isso, a história começa rápido, os fatos, os assassinatos são simplesmente jogados em nossa face e cabe a nós ir acompanhando. Nesse livro, pelo que eu entendi, a Miss Marple ainda não é aquela super detetive que vemos em outros livros. Com o faro super apurado e tudo mais, aqui vemos ela mais acanhada, mais 'na dela'. Tanto que sua fiel amiga, Sra. Bantry, meio que força Miss Marple a trabalhar no caso para que a reputação de seu pobre marido, o coronel Bantry não acabe se afundando, já que uma jovem loura e estranha é encontrada morta na biblioteca de sua casa. O que as más línguas irão pensar, é que o velho coronel mantinha um caso com a jovem, e que em uma conduta mal elaborada, acabara por matar a mesma. 

Mas é claro que é muito improvável que o coronel tenha feito tal coisa. E então como em toda trama boa,  somos apresentados a diversos personagens, inúmeros na verdade, o que me deixou muito confusa no começo, tanto que tive que escrever quem era quem no livro mesmo. Um dos personagens mais memoráveis são os da família Jefferson, que tecnicamente não é bem uma família, mas isso é algo que é legal você descobrir por si só. O negócio com esse livro é que ele é um emaranhado de acontecimentos que simplesmente parecem totalmente desconexos, então não da para de fato falar que uma coisa levou a outra. São os pequenos detalhes, aqueles para nós passa despercebido, mas que alguém acaba por ligar no final. Foi uma surpresa um tanto obvia, mas bem elaborada. 

De uma maneira geral, eu gostei de ver a Miss Marple menos confiante, é legal ver ela alguns anos mais nova também, já que eu li livros onde ela estava bem velhinha mesmo, tanto que precisava até de uma cuidadora. São outros detetives que nessa história merecem destaques também, nela temos Slack, Harper e coronel Melchett. Eles são os responsáveis por trazer todas as informações, mesmo que pareçam totalmente banais, no final elas preencheram o quebra cabeça. 

O livro é leve, divertido e enigmático, e você sempre fica com a impressão de que as circunstancias são piores do que as pessoas estão contando, o que te deixa super ansiosa para chegar no final. A natureza humana não foge muito a regra. "Ali estava um desses homens que nunca afrontam o destino, mas o aceitam e se tornam vitoriosos."

Nota: 4⭐️

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[disclaimer: a pontuação das resenhas desse blog vai de 0 a 5, então 0 sendo a nota mais baixa e 5 a mais alta.] 

Vejo vocês em breve
Escrito por Driele

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Driele, 28 anos, fotografa intrínseca que gosta de falar sobre livros ✧
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