Resenha: Em Busca de Watership Down (Richard Adams)

9/22/2020

📚🐇A história fantástica e emocionante de um bando de coelhos que desafiam o cotidiano e partem na busca de um lugar melhor para viverem (e sobreviverem). 

Em busca de Watership Down não é nem de longe o que eu pensei que seria. Num primeiro momento me vi super intimidada com a quantidade de páginas do livro, afinal, não fazia muito tempo desde que tinha saído de uma ressaca literária e o medo de voltar era grande. Mesmo assim fui em frente com a leitura, porque queria ler esse livro desde que a Melina Souza falou dele anos atrás. 

E com um friozinho na barriga, comecei. O que no começo pareceu uma história meio espalhafatosa logo já caiu por terra, já que os primeiros personagens que temos contato são Avelã e Quinto. Os dois irmãos que mudaram tudo. Quinto com suas visões e Avelã com sua inesgotável boa vontade de acreditar no irmão, mesmo que tudo aponte ao contrário. Quando Quinto vai até o chefe coelho de seu viveiro falar que ele teve a visão de uma tragédia se abatendo por aquele lugar, mas a única coisa que obtém é uma postura fria e negligente, ele e Avelã decidem juntar uns poucos coelhos e partir em uma jornada. 

E a partir daí vemos todo desenrolar da fantasia de uma forma tão rápida e emocionante que o leitor mal tem tempo de prender o fôlego. Nunca há um momento realmente longo para o bando que Avelã tenta manter vivo e unido nessa aventura, se eles tiveram um dia completo de descanso foi muito, e mesmo quando eles chegam em Watership Down (meio do livro) ainda possuem outros desafios que se tornam tão urgentes quanto era obter um novo viveiro. 

Um dos personagens mais memoráveis é o nosso querido Topete, o coelho que fazia parte da Owsla de Sandleford (poder militar de cada viveiro) sua coragem estúpida e sua lealdade a Avelã fizeram toda aventura ser possível. E mais os outros personagens menos fortes, porém igualmente importantes: Amora, Sulquinho, Dente de Leão, Prata, Morango, Azevinho, Hyzenthlay, Kehaar, Espinheiro, Candelária, Verônica e até o General Vulnerária, que vilão incrível! Eu sempre digo, qualquer boa história começa e termina com bons personagens, principais e secundários, e os personagens que Richard Adams escreveu aqui são mais do que especiais, são como amigos. 

Essa obra é digna de estar do lado de grandes nomes da fantasia como Senhor dos Anéis, Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo, Crônicas de Nárnia e de clássicos como Alice no País das Maravilhas. 

Um dos pontos altos do livro é saber pelo prólogo que o autor baseou todos os coelhos descritos no livro dentro de suas naturezas, ou seja, fisicamente os coelhos nesse livro estão fadados a serem iguais aos da vida real, tendo os limites físicos e até alguns psicológicos abrangendo apenas o que realmente existe. O livro não tem pontos fracos, se isso é possível, apenas a obviedade de que é um livro único, e que nunca teremos mais conhecimento do que se passou depois da jornada. Por Frith, minha imaginação realmente divagou no final... 

Essa lealdade ao mundo real em uma história de fantasia faz toda diferença. O autor Richard Adams escreveu esse livro para suas filhas, e elas gostaram tanto que o atormentaram até que fosse atrás de uma editora para ser publicado. Sorte a nossa. O autor diz não entender o porquê desse livro ter uma legião de fãs tão impactados por sua história, mas a verdade é que no fundo o autor sabe que criou um dos melhores livros, desculpem pela frase clichê, que eu já li em toda minha vida, e eu vou guardar a história, os personagens, a aventura e meu querido Avelã-rah até os fins dos tempos. E quem sabe um dia eu conte para minhas filhas? Seria uma lembrança e o tanto. 

Nota - 5⭐

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Vejo vocês em breve! 
Escrito por Driele

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Driele, 28 anos, fotografa intrínseca que gosta de falar sobre livros ✧
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